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Artigo Original

Inferred survival analysis of metastatic breast cancer in a brazilian external library

Análisis de sobrevida inferida de câncer de mama metastático en una biblioteca externa brasileña

Marcio Debiasi1; Sergio Simon2; Luciana Preger3; Lourenia Cassoli4; Carlos Barrios5

DOI: 10.5935/1806-6054.20180008

ABSTRACT

OBJECTIVE: To infer overall survival (OS) and progression free survival (PFS) of patients with metastatic breast cancer who have started first line treatment between January 2009 and July 2010 in the Brazilian public healthcare system (SUS).
METHODS: This is a non-interventional, retrospective study, developed based on DATASUS, a Brazilian public claims database, that gathers information from all hospitals and outpatient providers reimbursed by SUS. Patients with breast cancer diagnosis (ICD10 = C50) starting first line treatment for metastatic disease between January 2009 and July 2010 were included in the analysis, so that they would have a relatively uniform follow-up of five years in the database. OS was defined as the time from the start of first line therapy for metastatic disease until the last treatment received for breast cancer or the last patient record in the database, irrespective of the type of intervention or diagnosis. PFS was defined as the time from the start of first line therapy for metastatic disease until the change of treatment regimen (change of drug used or inclusion of a new drug to the previously used regimen). Survival curves were built using the Kaplan-Meier method.
RESULTS: 15,696 patients were included in the analysis (average age = 55 years, 99% women). The median OS was 15 months and patients used on average 1.44 treatment lines until loss of follow-up. Median PFS was 4 months. Among patients included in the analysis, 94.2% started first line treatment with chemotherapy and 5.8% with hormone therapy.
CONCLUSION: OS and PFS inferred for patients with metastatic breast cancer starting first line treatment in the Brazilian SUS was lower than international references, which may be related to the lack of access to the most efficacious therapies for this disease stage, especially for HER2 positive patients.

Keywords: Breast neoplasms; Survival; Disease-free survival; Administrative claims; Healthcare

RESUMO

OBJETIVO: inferir a sobrevida global (SG) e a sobrevida livre de progressão (SLP) de pacientes com câncer de mama metastático que iniciaram o tratamento de primeira linha entre janeiro de 2009 e julho de 2010 no sistema único de saúde brasileiro (SUS).
MÉTODOS: Estudo retrospectivo não intervencionista, desenvolvido com base no banco de dados do DATASUS, uma base de dados pública para fins de reembolso que reúne informações de todos os estabelecimentos públicos do país. Foram incluídos pacientes com diagnóstico de câncer de mama (CID10 = C50) iniciando o tratamento de primeira linha para doença metastática entre janeiro de 2009 e julho de 2010. A SG foi definida como o tempo desde o início da terapia de primeira linha para doença metastática até o último tratamento recebido para câncer de mama ou o último registro de paciente no banco de dados, independentemente do tipo de intervenção ou diagnóstico. A SLP foi definida como o tempo desde o início da terapia de primeira linha para a doença metastática até a mudança do regime de tratamento (alteração do medicamento usado ou inclusão de um novo fármaco para o regime anteriormente utilizado). As curvas de sobrevida foram construídas através do método de Kaplan-Meier.
RESULTADOS: 15.696 pacientes foram incluídos na análise (idade média = 55 anos, 99% mulheres). A SG média foi de 15 meses e os pacientes usaram em média 1,44 linha de tratamento até a perda de seguimento. A SLP média foi de 4 meses. Entre os pacientes incluídos na análise, 94,2% iniciaram o tratamento de primeira linha com quimioterapia e 5,8% com terapia hormonal.
CONCLUSÃO: A SG e SLP inferidas para pacientes com câncer de mama metastático iniciando o tratamento de primeira linha no SUS foi inferior às referências internacionais, o que pode estar relacionado à falta de acesso às terapias mais eficazes para este estágio da doença, especialmente para pacientes HER2+.

Palavras-chave: Neoplasias da mama; Sobrevida; Sobrevida livre de doença; Processos administrativos; Saúde


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